MINHA VIDA SEM MIM (Crítica)

MINHA VIDA SEM MIM

3estrelas

FICHA TÉCNICA

Título Original: My Life Without Me
Ano do lançamento: 2003
Produção: EUA
Gênero: Drama
Direção: Isabel Coixet
Roteiro: Isabel Coixet
Classificação etária: 14 Anos

Sinopse: Tendo apenas 23 anos, Ann (Sarah Polley) é mãe de duas garotinhas, Penny (Jessica Amlee) e Patsy (Kenya Jo Kennedy), e é casada com Don (Scott Speedman), que constrói piscinas. Ela trabalha todas as noites na limpeza de uma universidade, onde nunca terá condições de estudar, e mora com sua família em um trailer, que fica no quintal da casa da sua mãe (Deborah Harry). Ann mantém uma distância obrigatória do pai, pois ele há dez anos está na prisão. Após passar mal, Ann descobre que tem câncer nos ovários. A doença alcançou o estômago e logo estará chegando no fígado, assim ela terá no máximo três meses de vida. Sem contar a ninguém seu problema e dizendo que está com anemia, Ann faz uma lista de tudo que sempre quis realizar, mas nunca teve tempo ou oportunidade. Ela começa uma trajetória em busca de seus sonhos, desejos e fantasias, mas imaginando como será a vida sem ela.

Por Kadu Silva

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Quantas vezes você não leu em críticas, a seguinte pergunta. “O que você faria se tivesse pouco de tempo de vida?” Pois é, Minha Vida sem Mim, volta ao tema, mas diferente da maioria das obras que narram este tipo de história, o filme foge do melodrama fácil.

No longa, conhecemos Ann (Sarah Polley) uma mãe de duas garotinhas, com apenas 23 anos e casada com Don (Scott Speedman). Ann é uma batalhadora que trabalha a noite para ajudar na casa ou melhor no trailer, estacionado no quintal de sua mãe e Don se vira construindo piscinas. Apesar da vida dura e das condições ruim em que vivem, aparentemente são felizes, mas Ann, tem um desmaio, e vai parar no médico, lá descobre que tem um doença rara, e assim vai leva-la a morte em no máximo 3 meses. É neste momento que o filme ao invés de apelar para a manipulação sentimental do espectador, foca em Ann e nos desejos que ela quer realizar antes de morrer.

Ela esconde da família e de todos a seu redor sobre a doença e usa o tempo que o resta, para realizar seus desejos. O mais interessante, é que são desejos simples, de fácil realização.

O roteiro de Isabel Coixet, foi muito feliz em tirar o peso da morte e colocar a lente de aumento no lado humano da personagem principal. Dessa forma acompanhamos, seus últimos dias na intimidade e ainda que a diretora e roteirista, queira fugir do choro fácil é impossível não se sensibilizar por alguns momentos de pura doçura, principalmente no que se refere o lado mãe de Ann.

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Entre seus desejos , Ann quer novamente ter algum apaixonado por ela, já que por ter tido sua primeira filha aos 17 anos, só teve relacionamento com o seu marido. E ai que conhecemos Lee (Mark Ruffalo), para variar, numa de suas melhores performances na telona. Vemos no casal um forte sentimento amoroso. Somente no olhar ambos conseguem transmitir este sentimento de amor a primeira vista, além disso, e como não poderia ser diferente, existe uma química impressionante do casal, muito bem explorado pelo diretora em cenas belíssimas.

Já que citei Mark Ruffalo, vale ressaltar o elenco, que foi muito bem escalado, todos defendem muito bem seus personagens, dando veracidade a história. Nota-se que a diretora tem uma parcela importante neste bom trabalho do elenco, ainda mais quando observamos as duas garotinhas, perfeitamente inseridas na trama.

Vale o destaque também para a montagem eficiente, que mesmo, num filme, mais “lento” e intimista, soube encontrar o ritmo perfeito para a narrativa.

Minha Vida Sem Mim, apesar de não apelar para sentimentalismos, não consegue apresentar nada novo, em diversas passagens, inclusive, a diretora, faz escolhas clichês impressionantes. Ainda assim, vale como um filme, para reflexão de nossas atitudes conosco e com quem está próximo de nós.

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PRÊMIOS

EUROPEAN FILM AWARDS
Indicações: Melhor Filme e Melhor Diretor – Isabel Coixet

GOYA
Ganhou: Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Canção Original – “Humans Like You”

Indicações: Melhor Filme, Melhor Diretor – Isabel Coixet e Melhor Atriz – Sarah Polley

TRAILER

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