O DOBRO OU NADA (Crítica)

O DOBRO OU NADA

Sem identidade

Sempre ao analisar um longa considero como primordial um roteiro no mínimo interessante e que de alguma forma tenha identificação com o público, sem isso não consigo ver sentido na realização de uma obra cinematográfica. Bom, isso é opinião pessoal, assistam ao filme O Dobro ou nada e tentem achar algum conceito que possa te fazer sentido, pois não consegui entender a razão da existência desse filme.

A história começa praticamente como uma copia do filme Burlesque, onde Christina Aguilera sai do interior dos EUA para viver seu sonha na cidade grande, é igual, as tomadas de câmeras, o olhar de deslumbramento da protagonista, nesse longa é Rebecca Hall, ela interpreta a Beth uma sonhadora interiorana que decide buscar novas oportunidades na vida em Las Vegas, lá acaba conhecendo Dink (Bruce Willis) um apostador profissional que lhe dá emprego, a garota logo se destaca na empresa de apostas, mas a esposa de Dink, Tulip (Catherine Zeta-Jones) o inferniza a ponto de força-lo a dispensar a garota, ela então se muda para Nova York e acaba se envolvendo com outros apostadores mal intencionados e acaba passando por grandes problemas.

Acredito que o roteiro de Beth Raymer queria de alguma forma mostrar como a ingenuidade de uma garota simples pode ser facilmente manipulada e como os tropeços da vida são fundamentais para nos tornar mais aptos a conviver com injustiças, mas a forma como tudo acontece no filme não consegue em nenhum momento trazer o público para uma identificação com a trama.

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O veterano diretor Stephen Frears não sai da zona de conforto e narra sem ousadia ou criatividade esse fraco e estranho roteiro. Não há nenhum erro grave, só mesmo a falta de interesse em proporcionar algo mais envolvente.

O que mais chama atenção é constelação de estrelas no elenco, e mesmo com tantos nomes de peso o filme não acontece. E o pior é que parece que a protagonista Rebecca Hall está de má vontade em cena, repetindo uns trejeitos caricatos para a personagem que soa ao longo da projeção algo chato e cansativo.

E Bruce Willis também é outro que parece estar em casa de férias (inclusive no figurino), ele é um ator de limitações dramáticas, como sabemos, mas não está nenhum pouco interessado em trazer algo a mais para esse personagem.

Ou seja, com tantas limitações e algumas falhas é um filme que não merece ser visto no cinema, para os interessados recomendo esperar para conferir em DVD, já que não é uma bomba, somente uma história que não causa nenhum tipo de interesse coletivo.

DESTAQUE

Para as locações manjadas, mas sempre belas de Las Vegas e Nova York.

SINOPSE

Beth Raymer (Rebecca Hall) é uma sonhadora incorrigível que trabalha como dançarina em uma casa de striptease em Tallahassee. Sua vida muda quando conhece Dink Heimowitz (Bruce Willis), um dos jogadores mais conhecidos da atualidade, que participará de um campeonato de pôquer em Las Vegas. Beth logo se torna sua assistente, mas precisa lidar com as ameaças da esposa de Dink, Tulip (Catherine Zeta-Jones), uma showgirl aposentada.

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ELENCO

[do action=”cast” descricao=”Rebecca Hall (Beth Raymer)” espaco=”x”]01 Rebecca Hall[/do][do action=”cast” descricao=”Bruce Willis (Dink Heimowitz)” espaco=”x”]02 Bruce Willis[/do][do action=”cast” descricao=” Catherine Zeta-Jones (Tulip Heimowitz)” espaco=”x”]03 Catherine Zeta-Jones[/do][do action=”cast” descricao=” Joshua Jackson (Jeremy)” espaco=”br”]04 Joshua Jackson[/do]

DIREÇÃO

[do action=”cast” descricao=”Stephen Frears” espaco=”br”]Stephen Frears[/do]

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Beth Raymer, D.V. DeVincentis
Título Original: Lay The Favorite
Gênero: Comedia
Duração: 1h 34min
Ano de lançamento: 2012
Classificação etária: 12 Anos

TRAILER

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