O ESPIÃO QUE SABIA DEMAIS (Crítica)

O ESPIAO QUE SABIA DEMAIS

3estrelas

FICHA TÉCNICA

Título Original: Tinker Tailor Soldier Spy
Ano do lançamento: 2011
Produção: Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte
Gênero: Suspense
Direção: Tomas Alfredson
Roteiro: Peter Straughan, John le Carré e Bridget O’Connor
Classificação etária: 14 Anos

Sinopse: Passado em 1973, em plena Guerra Fria, o longa gira em torno de George Smiley (Gary Oldman), um veterano da divisão de elite do serviço secreto inglês conhecida como Circo. Após a morte de seu ex-chefe e de alguns fracassos em missões internacionais, ele é chamado para desvendar um mistério sobre a identidade do agente duplo que, durante anos, trabalhou também para os soviéticos. Todos à sua volta são suspeitos, mas, como bons espiões que são, foram treinados para dissimular e trabalhar em condições de extrema tensão.

Por Kadu Silva

Atuações que valem o ingresso

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Como fã de suspense e principal da Agatha Christie é lógico que minha expectativa sobre esse filme era enorme, talvez essa grande ânsia foi responsável por me deixar um pouco desapontado com o resultado final do longa.

O uso excesso de “flashbacks” e de um roteiro muito detalhado (confuso) acaba por tornar difícil a empatia de inicio com o público, além de muitos dos diálogos serem verborrágicos ao extremo, acabam por deixar o filme um tanto aquém do que eu esperava, apesar disso não o deixar ruim.

Baseado no livro homônimo de John le Carré o longa se passa em 1973 durante a guerra fria, e mostra a trajetória do personagem principal Gerge Smiley (Gary Oldman), um veterano do serviço secreto inglês. Após a morte de seu ex-chefe e alguns problemas internos esse espião é chamado de volta para desvendar quem é o agente espião que trabalho também para os soviéticos. Mas essa missão é complicado pois todos são treinados para dissimular e trabalhar em condições de extrema tensão.

Sensacional a premissa, e de fato o filme em si é uma ótima produção de espionagem, o maravilhoso diretor Tomas Alfredson (primeira versão de Deixa-me entrar) capricha no requinte de detalhes e nos leva a viver uma aventura repleta de reviravoltas e tensão psicológica do inicio ao fim.

A escolha inteligente de granular a imagem dá um ar retro necessário para uma produção de época, que a direção de arte ajuda e muito em nos fazer acreditar que estamos nos anos 70 na Inglaterra, do objetivos cênicos a locações tudo é no caprichado britânico da época.

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E Alberto Iglesias ajuda numa trilha sonora genial que é responsável por aumentar ainda mais a tensão a cada nova descoberta que nos é mostrada.

O diretor espertamente faz uso do sofisticado jogo de xadrez como pano de fundo dos acontecimentos do filme, tanto é que algumas peças fazem parte da narrativa. Esse recurso acaba colocando o espectador como parte do jogo, onde a todo momento querendo saber quem é o espião infiltrado no grupo de agentes secretos.

Se tem uma coisa que o filme merece nota máxima é para o elenco todos estão excelente, ajudando a desamarrar esse confuso roteiro em atuação magnífica.

O primeiro que merece ser lembrado é Tom Hardy que tem um personagem fundamental no desfecho do caso e sua atuação mesmo que pequena rende momentos geniais, não é a toa que é considerado a maior promessa de Hollywood.

Mas o astro maior é Gary Oldman que faz o personagem principal e se ainda alguém tinha dúvida do talento desse ator vai se render diante desse papel. Ele faz um agente inteligente seguro de si e que consegue com pequenos gestos e apenas no olhar mostrar que domina seu trabalho de agente. Merece ser lembrado na festa do Oscar.

O Ccine recomenda esse bom filme, mas não faça como eu que criou uma grande expectativa, vá e tenta se concentrar na trama que o final com certeza vai ser prazeroso.

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DESTAQUE

A fotografia de Hoyte Van Hoytema merece ser lembrada. O bom uso da luz e das sombras ajuda bastante a criar esse clima de tensão que o longa pedi.

PRÊMIOS

OSCAR
Indicações: Melhor Ator – Gary Oldman, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Canção Original

BAFTA
Ganhou: Melhor Filme Britânico, Melhor Roteiro Adaptado

Indicações: Melhor Canção, Melhor Filme, Melhor Ator – Gary Oldman, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Design de Produção, Melhor Figurino e Melhor Diretor

TRAILER

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