PSICOSE (Crítica) – Clássico

Psicose

Não é fácil escrever sobre um filme tão emblemático e cultuado como Psicose do mestre Alfred Hichcock, mas vou detalhar o que faz dele um dos mais famosos e importantes filmes na história da sétima arte.

A trama do filme é sobre Marion Crane uma secretária (Janet Leigh) que rouba 40 mil dólares de seu chefe e foge para começar uma vida nova longe de sua cidade natal. Na fuga cruza com uma tempestade que a obriga parar em um motel que é administrado pelo amável Norman Bates (Antony Perkins). Marion acaba desaparecendo e sua irmã e seu amante decidem investigar seu sumiço.

O roteiro do longa foi baseado no livro de Robert Bloch e os direitos sobre a obra foram comprados de forma anônima por Hitchcock, e a assinatura do texto ficou a cargo de Joseph Stefano e Robert Bloch, mas com supervisão total do diretor. Nele vemos várias ótimas ideias de como criar suspense e tensão de forma criativa e até surpreendente. E ainda com reviravoltas incríveis e até ousadas como a morte antes do meio do filme da protagonista.

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E Hitchcock já começou a criar espanto quando resolveu filmar em preto e branco, sua justificativa é que somente assim o sangue não chamaria mais atenção que a trama central do longa. Só gênio mesmo para ter essa sensibilidade visual.

E não para por ai seus “toques” de genialidade. Para dar ritmo na narrativa, é usado de forma perfeita a narração em off que estabelecer o espectador no tempo. E por falar nisso Hitchcock gosta de jogar com o espectador, dando muitas informações que na verdade não tem tanta importância para o desfecho do longa, sempre deixando o suspense e as surpresas presente durante a projeção.

Ainda tem nesse filme a cena antologia da morte no chuveiro, e que foi usado vários truques para dar o impacto que ele desejava. Um deles foi colocar mais de uma manequim, ele usou também calda de chocolate para criar o sangue e ainda a trilha magnífica de Bernard Herrmann que tem função primordial para acompanhar os cortes e os movimentos de câmera que compõem essa obra prima criada por mestre do suspense.

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E a canção sufocante criada somente por instrumentos de cordas aparece em muitos momentos sempre para causar mais tensão mo desenrolar da história. A trilha chamou bastante atenção na época, porque Hollywood sempre usava uma grande orquestra sinfônica para as canções e essa direta e forte trilha vinda por outro caminho, mas que se mostra de grande importância para a pretensão de Hitchcock.

Um outro grande recurso do diretor é saber como pouco conduzir seu elenco, pois muito do suspense que ele busca tem nos atores o ponto fundamental para funcionar, com expressões de angustia, medo e ai por diante e em psicose não é diferente, ele faz um maravilhoso trabalho conduzindo o elenco que está muito afinado com a proposta do filme.

Para não criar spoilers não vou entrar em alguns detalhes importantes da trama, mas fica a dica para que veja reveja essa obra prima do suspense que com certeza vai te surpreender.

SINOPSE

Secretária (Janet Leigh) rouba 40 mil dólares para se casar. Durante a fuga, erra o caminho e chega em um velho motel, onde amavelmente atendida pelo dono (Anthony Perkins), mas escuta a voz da mãe do rapaz, dizendo, que não deseja a presença de uma estranha. Mas o que ouve na verdade algo tão bizarro, que ela não poderia imaginar que não viveria para ver o dia seguinte.

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FICHA TÉCNICA

Título Original: Psycho
Ano do lançamento: 1960
Produção: EUA
Gênero: Suspense, Terror
Direção: Alfred Hitchcock
Roteiro: Joseph Stefano e Robert Bloch

PRÊMIOS

OSCAR
Indicações: Melhor direção, Melhor direção de arte, Fotografia, melhor atriz coadjuvante -Janet Leigh

GLOBO OURO
Ganhou: Melhor atriz coadjuvante -Janet Leigh

PRÊMIO EDGAR
Ganhou: Melhor Filme

TRAILER

5estrelas

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3 Comentários

  1. Luciene

    Adoro suspense, por isso, amo nosso mestre Hitchcock!

    Parabéns pelo novo site, Ca. Fico feliz por ver o quanto vc avançou!!!

    bjs,
    Lu

    • Kadu Silva

      Lu, que bom te ver por aqui.
      Pois é, tudo isso começou por sua causa. hehe OBRIGADO!
      Aos poucos estamos conquistando bastante coisas e melhorando td.
      Saudades! E volte sempre.